"O que faz emagrecer... Mais uma vez!"
7 Dias para Perder Peso Definitivamente - Dia 5
por Fred Cohen
Comer bem e perder peso são incógnita e solução da mesma equação. Se tem na realidade peso em excesso ou quer apenas emagrecer alguns quilos para que possa caber no seu novo vestido/par de calças, o princípio continua a ser o mesmo:
O seu peso actual - bem como os seus hábitos alimentares correntes - são um produto artificial resultante da evolução social. A fim de voltar ao seu peso (ideal) natural, deve adoptar uma dieta natural e com isso, fazer com que o seu metabolismo volte ao estado normal, que é activo.
Eliminar o peso a mais envolve portanto, a reversão passo a passo, para um padrão alimentar natural que complemente o nosso metabolismo e permita assim ajudar-nos a emagrecer. É importante recordarmos que:
A) Não estamos a tentar apenas emagrecer - queremos implantar e manter um estilo de vida saudável.
B) É possível perder peso se seguirmos e confiarmos no processo - desde que se evitem "os alimentos nefastos" como os referidos na sessão anterior e da aplicação das estratégias (e sugestões alimentares) desta sessão.
Hoje temos muito de que falar, assim convém que tome algumas notas (para melhores resultados, imprima este artigo - ajudá-lo-á a compreender e a reter a informação aqui apresentada).
A Dieta Natural
Durante toda esta série de sessões realcei o facto de que há uma dieta "natural" para a qual os nossos corpos (e mais importante que tudo, o nosso metabolismo) estão preparados. Isto não implica utilizar determinados alimentos - tem mais a ver com a repartição das gorduras, das proteínas e dos hidratos de carbono pela nossa dieta, bem como "planearmos" as nossas refeições.
Afinal, qual é verdadeiramente essa dieta natural? Se fosse a si, olharia para a sua dieta actual, e faria o seguinte:
Reduzia drasticamente a quantidade de alimentos processados e substitua-os por alternativas de baixo teor em hidratos de carbono. Aumentava a quantidade de frutas e vegetais na dieta - as frutas são uma grande fonte de energia "natural" - não têm muitos hidratos de carbono e contêm fibras e proteínas suficientes para lhe dar componentes equilibrados. Reduzia os produtos mais gordos da sua alimentação, e substituia-os por alternativas baixas em gorduras (certifique-se de que não aumenta realmente os hidratos de carbono neste esquema). Tenha o cuidado de verificar se não está a ingerir proteínas e fibras suficientes nas suas refeições.
Aumente estes dois componentes vitais da sua dieta - tanto em "snacks" (mini-refeições) como nas suas refeições principais. O obstáculo principal para emagrecer podem ser os alimentos processados incluídos na sua dieta (bem como de certa maneira os elevados hidratos de carbono) - por exemplo, há um produto químico chamado glutamato de monosódio (MSG) que faz com que o seu pâncreas produza muito maior quantidade de insulina do que é normal. O resultado disto? Sente-se faminto de alimentos, armazena mais gordura e eventualmente, cria obesidade. Este químico encontra-se praticamente em todos os tipos de comida pronta a comer e nos alimentos mais processados.
O Plano de Alimentação Natural
O mérito "da dieta natural" está na sua simplicidade: assim, logo que se comprometa a adoptar uma atitude correcta, compreenderá intuitivamente quais os alimentos que deve comer e quais evitar. Além disso, quando se mentalizar que o seu metabolismo e a sua "saúde" são as chaves para perder peso, começará automaticamente a adaptar a sua rotina diária face aos novos hábitos alimentares. De facto, uma vez que comece a dar prioridade à sua saúde, compreenderá que não necessita mesmo de controlar nada à medida - tudo funcionará por si sem qualquer necessidade de intervir.
O "Plano de Alimentação Natural" é muito similar à sua média de 3 refeições diárias, o que faz com que seja muito mais fácil de controlar. Na realidade, pode resumir-se tudo em alguns pontos fulcrais (integrando tudo aquilo que aprendemos até agora sobre os nossos metabolismos):
Mantenha viva no seu espírito a equação basilar (resultado das calorias = calorias ingeridas - as calorias gastas). Faça 4-5 refeições por dia (4 se for relativamente inactivo, 5 se a sua rotina diária envolver alguns desportos e mesmo 6 se fizer um trabalho exigente de acondicionamento físico diário). Reduza a dimensão das quantidades das suas refeições - ou seja, coma menos por refeição. Isto deve ser calculado preferencialmente mantendo as suas exigências diárias de calorias sempre presentes. Em todo o caso, certifique-se de que come menos por refeição, já que esse é o ponto vital do processo de perder peso. Faça do seu pequeno almoço a sua refeição mais substancial do dia (em vez do almoço ou do jantar, como é o caso da maioria de nós). Isto ajudará o seu metabolismo a tornar-se mais activo durante o dia, e permitirá que queime as calorias "a mais" até ao princípio da noite.
Faça um jantar ligeiro (bem como o almoço) - o nosso metabolismo reduz automaticamente o seu ritmo durante a noite, assim se ingerir calorias extra depois dessa altura, significará que irão ser convertidas em peso adicional porque não poderão ser queimadas logo. Faça a sua 4.ª refeição com um snack ao fim da tarde.
Como alternativa, poderia eliminar o almoço e programar dois snacks um a seguir ao outro - um ao meio-dia e outro às 4h seria o ideal. Com o tempo poupado durante a hora do almoço, pode até aproveitar para um exercício adicional (se se sentir inclinado a isso) ou aproveitá-lo para qualquer outra distração.
Além disso, se andar a fazer exercício fisico ou seja desportista, assegure-se de que inclui um snack depois da sua sessão de treino - um snack energético de proteínas elevadas, fará maravilhas para ajudar o seu corpo a recuperar rapidamente do exercício físico e afasta a vontade de comer que poderia surgir depois de algum repouso.
E é tudo - vai ver que este plano completo requer apenas que faça pequenas mudanças no seu estilo de vida - uma vez que adopte essa medida, tudo o resto (como atender ao que come e não deve comer) torna-se numa reacção automática.
Também incluímos aqui dois tipos de "dietas" que poderá usar, em função da sua rotina diária.
A dieta de baixo teor em hidratos de carbono
Uma dieta de baixo teor em hidratos de carbono é a solução ideal para aqueles que querem uma solução natural para perder peso, ainda não têm muito excesso de peso e não são particularmente apaixonados pela actividade física. Como sabe, não existe nenhum substituto do exercício físico para "sobrecarregar" o seu metabolismo, mas se conseguir criar "naturalmente" hábitos alimentares e adoptar uma dieta baixa em hidratos de carbono que é uma dieta saudável, já estará no caminho certo para construir um estilo de vida salutar. E para a maioria das pessoas, o problema não está na falta de exercício - o mal são as escolhas alimentares que se fazem.
Uma dieta de baixo teor em hidratos de carbono é razoavelmente simples - há uma ênfase dirigida para a redução dos hidratos de carbono nas suas refeições - em todas as refeições, mesmo nos snacks. Onde quer que seja possível, deve tentar sacrificar os hidratos de carbono das suas refeições, mesmo se isso significar ter de as preparar com alguma gordura a mais. O problema com a gordura é que, como se disse na última sessão, a maioria das pessoas atribui todos os seus problemas de peso à gordura das suas dietas. Conquanto isso possa ser verdadeiro, é mais frequente acontecer que as pessoas consigam cortar as gorduras mas não os hidratos de carbono e no fim de contas o resultado final é que continuam a ganhar peso apesar das mudanças drásticas efectuadas na dieta alimentar.
Se quiser verdadeiramente forçar o seu metabolismo a um nível elevado, concentre-se na redução de hidratos de carbono da sua dieta.
A Dieta das Proteínas Elevadas
Uma dieta baixa em hidratos de carbono não é suficiente se praticar desportos regularmente ou efectuar muitos exercícios físicos. Num cenário desses, necessita da quantidade máxima de "energia" possível para fazer com que os seus exercícios sejam eficazes na gestão das calorias, de maneira a que possa perder peso também.É aqui que a dieta de proteínas elevadas entra em jogo. Ela não lhe dá somente as "proteínas extra" necessárias para quem é fisicamente muito activo, mas fornece-lhe também mais hidratos de carbono como "combustível extra" para queimar durante o exercício.
Contudo, uma dieta de proteínas elevadas não significa automaticamente que esteja a comer mais hidratos de carbono - é simplesmente um desvio das suas fontes, focalizando-o na obtenção de energia e nutrientes suficientes a fim de manter um estilo de vida activo. Se pretende ganhar musculatura com exercícios (enquanto perde peso), deve assegurar-se de que fornece ao seu corpo combustível suficiente em hidratos de carbono e proteínas, de modo a que não possa apenas ajudar os seus músculos, mas lhe forneça também a energia extra necessária aos seus exercícios - isto é, sem se sentir cansado e abatido após cada treino.
Em todos os restantes aspectos, a dieta em proteínas elevadas é similar à dieta baixa em hidratos de carbono:
Coma menos calorias do que aquelas que queima, certifique-se de que come alimentos que estimulam o seu metabolismo (e não o ponha em repouso) - excepto que nesse caso, graças aos exercícios, o seu corpo pode tolerar mais hidratos de carbono antes de eles começarem a afectar o seu metabolismo.
Resumindo
Na sessão seguinte (dia número 6), faremos uma síntese de tudo o que aprendemos nestas 5 sessões anteriores numa fórmula simplificada e perceptível. Agora que já seguiu o processo do princípio ao fim, já está mais informado e em estado de espírito melhor para implantar "o plano natural de alimentação" que lhe forneceremos. Além disso, discutiremos também dietas e exercícios, e dir-lhe-ei também porque é que estes duas panaceias populares para perder peso não são os remédios mágicos que nos querem fazer crer.
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